A integração entre os direitos humanos e a Laicidade é um dos principais princípios que regem a prática profissional da(o) psicóloga(o). Uma prática pautada na Laicidade proporciona o reconhecimento das diversas formas de produção de subjetividade, incluindo a espiritualidade e as religiões.
No entanto, a Psicologia e a atuação profissional não devem ser pautadas por princípios religiosos, mas sim na garantia da autonomia das pessoas sobre suas vidas e o respeito às crenças e às diversas formas que cada uma(um) vivencia a religiosidade. Afirmar, portanto, que o Estado é laico e que a Psicologia também o é não implica dizer que as pessoas devam ser desprovidas de espiritualidade e da prática religiosa, mas sim que as práticas psicológicas não devem ser pautadas pela religião ou por crenças religiosas.
A Psicologia brasileira nos últimos tempos tem enfrentado ondas de conservadorismos e de fundamentalismos religiosos, que trazem propostas restritivas de subjetividades pela lógica da culpabilização, da negação e da cura do que consideram desviante. Questões como as de gêneros, sexualidades, direitos de expressão, incorporadas nos discursos da Escola sem Partido, da Ideologia de Gênero e da reorientação sexual e de identidade de gênero, negam as subjetividades e impedem a construção de uma relação harmoniosa com aspectos positivos da religiosidade, espiritualidade e fé. São discursos que causam sofrimentos mentais, violências e aumentam as desigualdades sociais.
Portanto, nós da Chapa Força e InovAção repudiamos e lutamos contra toda e qualquer ação que seja contrária aos princípios da Psicologia enquanto Ciência e Profissão, bem como da defesa e garantia dos direitos humanos. Agimos fortemente contra qualquer tentativa fundamentalista de imposição de dogmas religiosos que acaba naturalizando a desigualdade social, pobreza ou o cerceamento dos direitos constitucionais.